Antes de a ZERA existir, minha trajetória profissional foi construída no mercado financeiro.
Sou certificada CEA e, durante anos, atuei como planejadora financeira, atendendo clientes de alta renda em grandes instituições como Safra, Santander e XP. Era uma carreira sólida, construída com muito estudo, responsabilidade e dedicação. Meu trabalho exigia estratégia, capacidade de ouvir, compreender histórias e encontrar caminhos que fizessem sentido para cada pessoa.
Mas, em determinado momento, comecei a perceber que Deus estava me conduzindo para uma nova estação.
Senti um chamado para voltar ao meu lar. Naquele momento, eu ainda não compreendia completamente o motivo — e, para ser sincera, continuo vivendo esse processo de descoberta. Nem sempre Deus revela todo o caminho de uma vez. Às vezes, Ele entrega apenas a próxima instrução e nos convida a caminhar em obediência.
Foi nesse contexto que nasceu a ZERA.
A ideia inicial era trabalhar com a revenda de camisetas cristãs. As peças seriam desenvolvidas e estampadas por outros fornecedores, com artes já existentes, e eu seria responsável por selecioná-las e comercializá-las.
Parecia um bom começo. Mas Deus começou a me mostrar que existia algo mais.
Eu sempre me considerei uma pessoa criativa. Gosto de observar detalhes, encontrar significados e transformar ideias em algo que possa ser visto e sentido. Foi então que entendi que não deveria apenas revender mensagens criadas por outras pessoas: eu também precisava participar da construção delas.
Assim, a ZERA começou a deixar de ser apenas uma loja de camisetas para se tornar uma marca autoral.
As primeiras estampas da ZERA nasceram daquilo que Deus já estava falando comigo.
Elas surgiam durante os meus devocionais, a partir de passagens bíblicas que me atravessavam ou de mensagens que eu recebia nos cultos. Eu anotava palavras, identificava símbolos, estudava seus significados e começava a imaginar como aquela mensagem poderia ser traduzida visualmente.
O processo criativo nunca começa apenas com a pergunta: “O que ficaria bonito em uma camiseta?”. Ele começa com perguntas mais profundas:
O que Deus está comunicando por meio dessa Palavra?
Qual é a essência dessa mensagem?
Que elemento visual pode representá-la sem esvaziar o seu significado?
Como transformar essa verdade em uma arte contemporânea, elegante e possível de ser usada no dia a dia?
Depois desse mergulho, cada escolha começa a ganhar intenção: as palavras, os símbolos, as cores, a tipografia, a composição e o posicionamento da arte. Nada precisa ser excessivo para ser profundo. Acredito que a fé pode ser comunicada com beleza, sensibilidade e excelência.
Por isso, uma estampa da ZERA não nasce apenas para decorar uma peça. Ela nasce para carregar uma mensagem.
Com o amadurecimento da marca, esse processo criativo começou a alcançar uma nova dimensão.
Além das estampas inspiradas em meus devocionais e nas mensagens dos cultos, passei a criar também a partir das histórias de mentoras e mulheres que exercem liderança em seus nichos.
Nesse processo, eu me aproximo de cada história com escuta e sensibilidade. Procuro compreender a caminhada daquela mulher, as experiências que a formaram, as palavras que sustentam sua missão e a mensagem que ela deseja compartilhar com sua comunidade.
A partir disso, transformo narrativas reais em conceitos visuais.
Cada coleção ou estampa nasce com identidade própria, mas permanece conectada ao propósito da ZERA: vestir mensagens que tenham significado. Mais do que criar uma peça associada a uma liderança, quero ajudar a materializar aquilo que une aquela mulher às pessoas que caminham com ela.
A roupa passa a representar pertencimento. Torna-se uma lembrança visível de uma história, de um ensinamento e de um propósito compartilhado.
É assim que a ZERA também começa a construir comunidade.
Hoje consigo perceber que minha trajetória anterior não foi descartada.
Como planejadora financeira, aprendi a escutar pessoas, compreender seus objetivos e cuidar de histórias com responsabilidade. Na ZERA, continuo fazendo isso — mas por meio de outra linguagem.
Antes, eu transformava sonhos e necessidades em planejamento. Agora, transformo experiências, mensagens e testemunhos em arte.
Os números deram lugar às cores, aos símbolos e às palavras, mas a responsabilidade permanece: compreender profundamente cada história e encontrar a melhor maneira de representá-la.
Talvez eu ainda não conheça todas as razões pelas quais Deus me chamou de volta ao lar. Contudo, começo a reconhecer algumas delas em cada nova criação, em cada encontro e em cada pessoa alcançada por uma mensagem.
A ZERA também faz parte da minha própria jornada de obediência, descoberta e recomeço.
A ZERA nasceu para quem deseja expressar sua fé com verdade, beleza e propósito.
Cada peça é pensada para fazer parte da vida real: do trabalho aos momentos de descanso, dos encontros cotidianos aos dias que se tornam inesquecíveis. Uma roupa contemporânea e versátil, mas que carrega algo que vai além da estética.
Meu desejo é que, ao vestir uma peça da ZERA, cada pessoa não enxergue apenas uma estampa. Que ela encontre uma lembrança da Palavra, reconheça uma parte de sua própria história e se sinta pertencente a algo maior.
Porque uma mensagem pode começar em um devocional, atravessar um processo criativo, ser transformada em arte e, finalmente, encontrar alguém que precisava exatamente daquela lembrança.
Essa é a ZERA.
Fé que se veste. Propósito que se vive.